Kendô

Faz algum tempo que não escrevo aqui; isso se dá devido ao fato que ando bastante ocupado como um todo. Agora mesmo, estou curtindo o carnaval na minha terra (Natal) e, quando voltar a Salvador, provavelmente estarei de viagem ao Rio de Janeiro, neste caso à trabalho.

De qualquer forma, comecei a praticar kendô e, daqui a algum tempo, deve acontecer o mesmo a respeito com minhas aulas e piano. E, sobre o primeiro, já até encomendei meus equipamentos (hakama, gi, shinai e bokuto) porque eu estou AMANDO isso e não pretendo parar de praticar tão cedo.

Sempre quis praticar tal modalidade desde 2007, quando assisti Bamboo Blade (sim, um anime) e também porque sempre fui aficcionado por samurais e histórias do Japão feudal (Sasaki Koujirou e Musashi, estou olhando para vocês dois). Entretanto, nunca tive oportunidade de fazê-lo porque não existia nada relacionado a isso em Natal. Tudo só ficava no desejo.

Pouco antes de me mudar, descobri que havia aberto o Instituto Niten por aqui e fui correndo para uma aula experimental. Achei um pouco estranho porque, aparentemente, o pessoal estava mais interessado em aprender a língua japonesa do que a filosofia dos samurais – por que diabos é necessário saber recitar os cinco ensinamentos dos samurais em japonês? Isso é totalmente sem sentido.

Não que eu possua propriedade para falar de algo relacionado, mas minha opinião é que o caminho da espada é uma forma de viver a vida, não importando o local do mundo que você esteja. Além do mais, no Japão, ouvi dizer (e meu atual sensei me contou) que o preço para se treinar é apenas uma quantia simbólica para a manutenção do dojo, o que não acontece muito bem do Niten. Fui a uma aula, mas existiu bastante coisa que se contrastava com o meu ideal e não voltei mais lá.

Em Salvador, tive a sorte de descobrir que havia um grupo de estudos (só se pode confederar-se a CBK, pelo que entendi, quando o instrutor é a partir do quarto dan). Todo domingo, vou lá para minhas aulas. Ele não é nenhuma flor que se cheire no treino (mas é uma ótima pessoa) e, nossa, é impossível descrever o quanto aprendo a cada semana por causa dele. São poucas pessoas que treinam, então é bastante proveitoso. Não só a parte física em si, mas os ensinamentos que vão desde a etiqueta samurai, passando por história até chegarmos a parte muscular mesmo.

E o que aconteceu comigo? Me sinto mais calmo, melhorei minha postura e respiração, perdi alguns quilos, tenho mais disposição (apesar que adoro dormir) e tudo mais. Faz pouco mais de um mês que pratico, mas espero que esse mês vire décadas no futuro.

– Daniel.

P.S.: O teclado que estou digitando é horrível, então peço que perdoem qualquer inconveniência no texto.
P.S.2.: Ninguém liga, mas vou voltar a reescrever Personalidades Perdidas (andei ocupado esse mês, mas já tenho tudo na cabeça).

Publicado por

Daniel Araújo

Redator-chefe do próprio blog. Escreve bem sobre absolutamente nada, tem opinião sobre absolutamente tudo. Ninguém se importa mesmo assim.

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