Economizando alguns trocados com o CloudFlare

Já faz algum tempo que hospedo vários e vários websites aqui nesta minha máquina, sempre usando a combinação opensource: Linux, MySQL, bind e o Apache/nginx/lighttpd (não que eu seja um ativista, mas apenas um hobbista pobre mesmo).

Há uns 4 anos, quando comecei a configurar o bind9, percebi que era necessário ter pelo menos dois IPs de forma a poder gerar um DNS para os registrars dos domínios existentes. Alguns provedores hospedavam seus próprios DNSes, mas o tempo de propagação era relativamente alto – 24 horas ou até mais – além de também serem ruins de se mexer e adicionar novas zonas; por isso, preferi hospedar na minha própria máquina mesmo.

Naquela época, eu tinha direito há 3 IPs extras. Como era de graça, obtive um proveniente de Portugal, outro da Holanda e o terceiro, da Itália. As conexões que ligam o Brasil à Europa são péssimas (creio que só exista um cabo de fibra óptica), mas configurei o servidor para ser localizado mesmo assim. Já que nada do que eu fazia usava muita banda, não foi necessário me preocupar com load ballancing ou coisas do gênero.

Configurar o bind, ao menos para o protocolo IPv4, não foi um desafio (mas para IPv6 é quase uma ciência estelar). Assim, consegui ser feliz por vários anos dessa forma.

O que ocorre é que chegou um ponto que a quantidade de números de IPs no mundo chegou ao fim, e a OVH (meu provedor da máquina) começou a me cobrar 1 euro por cada IP que eu tinha. Como eu tinha 3, pagava o triplo disso todo mês. Nove reais. Ao longo de 2 anos, isso significa 216 reais: não é muito, mas pode-se dar um uso melhor a tal valor.

Querendo economizar alguns trocados, recorri ao CloudFlare. Eu já conhecia os serviços deles há algum tempo, mas nunca me interessei em usá-los. O setup consistiu basicamente de adicionar as zonas (com os CNAMEs) e mudar os nameservers de todos os domínios que eu tenho. Com isso, toda requisição de acesso passa pelo CDN (content delivery network) deles antes de chegar ao meu servidor. É óbvio que existe a opção de se chegar ao mesmo sem fazer tal rota, mas não interessa muito no momento.

Existem algumas vantagens óbvias neste modelo: a primeira é a de ser gratuito – existe serviço pago para quem quiser, com recursos mais avançados (suporte a SSL e a FTP, por exemplo) e tal, mas ele é fundamentalmente gratuito. A segunda é a proteção que ele fornece: é possível evitar ataques de negação de serviço distribuído, ou DDoS (como já me ocorreu diversas vezes), uma vez que o link que ele obtém é diretamente de contratantes da Tier 2 na Internet. O terceiro é a centralização: para quem domínios em diferentes registrars como eu (Registro.br, NameCheap, SuperDominios.org), editar tudo em uma única interface, ainda mais se a mudança for brusca, é interessante.

Enfim, estas são apenas minhas notas rápidas. Eu recomendo e não tenho nada a reclamar nestas três semanas que venho utilizando o serviço.

– Daniel.

Publicado por

Daniel Araújo

Redator-chefe do próprio blog. Escreve bem sobre absolutamente nada, tem opinião sobre absolutamente tudo. Ninguém se importa mesmo assim.

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