Migração de Servidor

Edit: Formatado. Servidor migrado para a Digital Ocean.

Em março, estarei desativando meu servidor dedicado onde este website e outros ficam hospedados em detrimento a uma web-hospedagem tradicional. O motivo é meramente financeiro, já que os preços subiram demais e a máquina entrou em obsolescência nesses quases nove anos que a possuo. Trata-se de um Pentium 4 single-threaded de 3 GHz, com 2 GB de DDR3 e 500 GB de HD; olhando hoje, tenho um uptime de 901 dias – provavelmente chegaria a mais, se a máquina não tivesse sido formatada várias vezes.

Continuar lendo Migração de Servidor

Afinal, por que o mercado de animanga não cresce?

Nota do Editor: Esse texto foi escrito originalmente para o blog Netoin, em dezembro de 2018, e reflete apenas minha opinião acerca do mercado de animes. 

Em 2008, em um finado blog meu, fiz algumas previsões. Naquele ano em especial, o grupo Dattebayo havia anunciado que iria parar de legendar Naruto em virtude de uma empresa estar trazendo o anime de forma oficial – legendado em inglês – poucas horas depois de ir ao ar no Japão. Boa parte da equipe do Crunchyroll, a empresa por trás disso, era feita por fansubbers e a matemática era simples: você lança antes, você ‘ganha’ (mais downloads).

Continuar lendo Afinal, por que o mercado de animanga não cresce?

#Ragnarok: Uma breve história na BRASnet

Recentemente, vi uma vaga que me chamou atenção e resolvi aplicar – sempre faço isso, apesar da maioria dos casos nunca dar retorno. Um dos formulários solicitava que se contasse histórias de empreendedorismo, liderança e afins: óbvio que citei a história da Elysium e dos fansubs, que já estão recordadas aqui no blog, mas acabei escrevendo uma em particular que me deixou um pouco saudosista.

Era do tempo do IRC.

Continuar lendo #Ragnarok: Uma breve história na BRASnet

O quão medíocre você é?

Definitivamente, nestes últimos dias tenho sentido a necessidade de que preciso me tornar “bom” em alguma coisa. É incrível como me sinto medíocre e percebo o quanto dá para melhorar em praticamente tudo que faço. Se me acomodei no trabalho? Sei lá, talvez seja uma consequência de tanto tentar coisas novas e me frustrar.

Para alguém que está longe de ter dedicação exclusiva no mestrado, tenho relativamente boas notas. Entretanto, sinto que meu trabalho é bem mediano, sem nenhum impacto real. Como programador? Tenho a teoria inteira na cabeça, mas nunca fiz nada relevante também e nem tenho portfólio de interesse. Tenho um certificado de especialização em Administração de Empresas, com notas boas e por uma instituição reconhecida, porém também não me sinto preparado para qualquer coisa. Por mais que estude muito, sinto que não saio do lugar – apesar de que também ainda não defini para onde quero ir. A única exceção que tenho a tudo é legendar anime porque passei 10 anos fazendo isso, mas não me sinto mais vontade de mexer com isso. Enquanto geofísico, já sinto que fiquei bastante para trás justamente por tentar trilhar outro caminho que não deu em nada.

Acho que, quando somos mais jovens, somos mais sonhadores; a frustração de que, aos meus 26 anos, nenhum sonho tem uma remota chance de se realizar – e porque minha vida é limitada – me abala. Mais um ano vai passar e sinto que não fiz nada de útil neste, e não consigo me manter fiel a minha resolução.

Me envolvia com várias comunidades: da geofísica, dos animes, do gamedev. Hoje me sinto tão isolado.
Oh well, procuremos uma solução para o problema. É o que mais sei fazer.

MEXT – Parte 2

Faz um tempo que não posto aqui (acho que devo começar todo post com essa frase).
Não passei no MEXT, apesar de achar que tinha um projeto fabuloso para tal. Na verdade, nem cheguei a ir para a entrevista porque… não fui bom o suficiente na prova de línguas. Bem, é o que dá ser tão confiante no próprio inglês.

Ao menos dei um enorme passo e apresentei minha qualificação de mestrado ontem.

P.S.: Totalmente irrelevante citar, mas fui convocado a ser mesário nestas eleições. lol
P.S.2.: Fui assaltado. Levaram meu carro (mas já recuperaram), além de ter perdido meu celular antigo (Moto X) e meu fabuloso Macbook Pro. Como o último custa uma fortuna, consegui importar um excelente Dell XPS 9360. Não é redondo como o Mac, mas sinto que tanto a Microsoft quanto a Dell andam no caminho certo.

MEXT – Parte I

Falei no post passado que iria me inscrever para as bolsas do Monbukagakusho/MEXT. Nem eu acreditava que isso ia acontecer, depois de tanto pensar de ir e desistir.

Meu projeto ficou “Automated Interpretation of Geophysical and Geological Data for Mineral Exploration”. Deu muito trabalho, e o considero bem legal – apesar de ainda ter margem para melhoras. O processo de juntar toda a documentação até agora foi bem tortuoso, e deixo registrado que eu tive que vir pessoalmente a Recife para entregá-la porque a greve dos caminhoneiros aumentou o prazo de todas as transportadoras do país (Brasil, Latam Cargo, Gollog, etc).

Provas? Vamos lá agora.