Arquivo de tag para 'Moralismo'

Nacirema

Estava vagando por alguns fóruns de discussão que eu acho razoavelmente “decentes” e me deparo com um tema de uma certa relevância para mim. A sociedade atual (visão não tão particular) está tomada pelo consumismo. Antes, o lazer não fazia muito “parte da rotina”. As 8 horas de sono, 8 horas de trabalho e 8 horas de lazer tinham proporções diferentes. É claro, em contraposição, surgem o círculo de revoltadinhos que adoram criticar a sociedade atual.

Como já perceberam, eles são ridículos. E como já devem ter pensado, já fiz parte de um. Não estou tão arrependido, pois isso me trouxe um certo conhecimento e melhorou minha capacidade de argumentação. Mas não é argumentar dizer que “as pessoas estão americanizadas por usar roupas da nike, matar sua fome no McDonald’s e beber coca-cola”, e dizer que as coisas de origem americana são um lixo e “eu sou descolado”. Pára. Você não vive sem as regalias da atualidade, pois você nasceu e cresceu nela.

Vem-me um amigo dizer: “Eu não uso roupas da nike porque eu sou nacionalista, sou contra as multi-nacionais que só querem nos explorar e blá blá blá.”. Quase virei as costas e deletei ele da minha memória. Eu não uso nike. Por que é CARO. Nós compramos a marca, não o produto. Adoro coca-cola. Como Mc só às vezes porque é CARO. Onde está o problema em desfrutar de produtos industrializados que vieram dos EUA? Continuo brasileiro, bem típico, por sinal (por fora), fazendo coisas que me agradam. Consumir os produtos porque todos consomem é padrão, não consumir porque todos consomem é um desvio padrão. Saiba pensar por conta própria, isso, sim, não é padrão (embora o nosso “gosto” seja, sem dúvida, influenciada direta ou indiretamente pela massa).

Qual é o nosso valor se formos todos iguais? É igual escolher um produto no mercado. Os industrialiados são todos iguais, enquanto as frutas ou carnes, você escolhe. Não que eu queira ser escolhido, mas também não quero que pensem que sou igual aos outros da prateleira. E eu não tenho preço.

Pseudo-intelectualismo

Falemos de deus. Não me refiro a religião, nem ao Deus dos católicos ou outras referências divinas pregadas pela religião. A crença de que há um ser ou uma existência acima do que se pode imaginar sequer por pobres seres pensantes como nós existe desde a existência. Um dos primeiros passos do homem que apenas caçava, plantava, coçava e transava era o homem que orava. Orar no sentido de adorar alguma imagem da natureza que lhe parecesse maior, não necessariamente expressar em palavras.

A diferenciação que nos é feita de animais para seres racionais é devido ao comportamento diferenciado que possuímos. Além de formar sociedades, formulamos uma maneira mais complexa de comunicação, regras implícitas e explícitas. Uma forma primitiva de ética e moral. Mas, assim, do nada? Alguém chega e “galera, cavei uns mandamentos na pedra aqui, bora cumprir.”? Bem vindo ao mistério da evolução.

Mas é mais simples do que se parece. Algo de que se tem uma noção não pode estar tão longe. Os homens inteligentes das maiores sociedades humanas já formadas usufruíram do papel de controladores sociais da religião. Poderia dizer que a religião é um tipo de cultura, um tipo de formação social com condutas morais um pouco mais explícitas, mas com um fator importante: a existência de deus.

“Existência” é hipocrisia, claro. Nunca devidamente provada, o “deus” era um objeto distante mas “tangível”. Possuía sempre uma imagem. A mais comum, do sol; de uma imagem e semelhança dos homens, mas com um ideal; animais locais. Como uma crença pode se tornar um objeto, usado por poucos para controlar muitos. Quem soube usar, soube reinar. Obviamente, como a ganância dos homens parece que aumenta quanto mais poder ele tem, alguns querem se tornar os próprios deuses. A “existência” de deus, de novo, fodendo com a galera.

Pretendo “formalizar” esse tipo de post como “pseudo-intelectualismo”, ou seja, são os posts que menos importam.

copicola

“Nascemos originais e morremos cópias.” Carl J. Jung

E não é nem um pouco criativo começar com uma citação, pois, como todos sabem, é mais fácil copiar que criar.

Estamos todos obsoletos. É inevitável que, ao se conhecer o mundo, integramo-nos e nos fundimos com o contexto. A reação de susto quando nos deparamos com algo anormal prova o quão longe da criatividade estamos.

Comumente a criatividade é associada à arte. Erroneamente, em muitos casos. A arte, na verdade, é um dos modos mais fáceis de se expressar a criatividade e um modo que, inconscientemente, podemos “criar”. A arte é uma cópia descarada de “criatividades”. Os movimentos e períodos artísticos surgem com um toque de criatividade e são seguidos por cópias e “adaptações”, seguidas de desculpas como “foi a inspiração do momento”.

Desculpem-me pela aparente ignorância, mas o que me refiro é à generalização. A criatividade não está necessariamente em lançar algo de impacto, necessariamente culto ou algo inovador. Pode estar no simples modo em que uma dona de casa prepara o almoço, de um jeito mais facilitado. Não porque “ouvi dizer” ou porque “leu”, mas alguma descoberta ou uma coincidência casual que tenha ajudado.

Espero focar o tema “criatividade” meio que por fora da arte, tangenciando alguns conceitos e, às vezes, colocando coisas legais sobre arte mesmo.

E os pascoale de plantão, voltem todos pro cursinho que, aqui, ortografia é irrelevante.

Ensino superior… a quê?

Já conheci muito cretino na minha vida. Idiotas, retardados, playboys toscos e ridículos pagando de malandro. Confesso que já tangenciei uma das classificações. Mas uma que eu não quero nem chegar perto é o típico universitário.

Não se diz, é claro, na cerveja e no futebol nem nas agitações em sala como se fosse fundamental. Por ser engraçado e o humor ser um remédio para a vida, há níveis aceitáveis. Mas há uns que acham quem realmente está de volta no fundamental, só que com atributos que, neste contexto, tornam-se perniciosos: “responsabilidade” e “independência”.

Nota para as aspas: são meras ilusões. Alguns acham que podem por estar fora de casa e outros pelo fato de os pais não estarem “pagando” e que cada um é “dono do próprio nariz”. O resultado é não só inúmeras festas enormes que dão tanto trabalho quanto estudar para quase nada, mas também com a péssima qualidade de desempenho nas faculdades, nível de ensino que decai e a péssima visão que se tem de estudantes. Para se ter uma noção, aluguéis de casas perto de universidades são propositalmente mais caras para afastar estudantes.

Alguns diriam esse fato ser irrefutável. Será mesmo? Há tantas pessoas realmente inteligentes, curiosas pelo saber ou no mínimo esforçadas, com um caráter decente e que conhece o que se passa na realidade, mas tão difíceis de encontrar por aí. Mais uma vez o padrão é o mais simples, fácil e banal. É tão difícil perceber quão feio é se encaixar nos padrões? Não pela “integridade”, pois, se fosse, eu estaria dizendo para ser fora da lei, mas pelo pensamento.

Eu não vou chegar a lugar nenhum com esse blog.

Nos “trilhos”

Talvez por ser fácil e confortante, as pessoas estão acostumadas a serem simples, ou normais, ou padrão. Seguir um padrão, uma moda, uma tendência é tão tranqüilo que é até difícil descrever o quão desprezível e podre é ser simples. Como é patético seguir moda só porque é popular ou porque é simples e “eu também quero, também posso.”. A banalização é uma das piores coisas que se pode fazer a algum recurso ou a algo qualquer, como música ou piada. Chamem-me de moralista, mas não há nada mais tedioso que a simplicidade.

Não que o desvio seja algo extremamente difícil e o seu resultado satisfatório, mas duvido que um caminho fácil seja realmente interessante. É igual achar que assistindo ao jornal, você está se “sintonizando”.

Se eu escrever mais, vai ficar repetitivo e vou parecer extremamente complexado. Se você não gostou, vai assistir à sua novela na globo e comentar no twitter.