É incrível a facilidade com que as coisas se tornam banais hoje em dia. Claro que o “crédito” é dado à era digital em que não se tem escolha senão seguir a correnteza. Assim como a digitação (ou datilografia) era espetacular e um atributo de altíssimo valor algum tempo atrás, hoje é tão banal que, se você não souber, as pessoas ficam assustadas. Uma casa com computador era rara e, quando possuisse internet ADSL, as pessoas ficavam extremamente surpresas e maravilhadas. Hoje, quem não tem é porque não quer ou não precisa.
É claro que se está considerando uma classe social “selecionada”, comparando o antes e o depois. Mas mesmo pegando as mais baixas classes do nível econômico, tem-se um exemplo simples: celular. Se você não tem, você é o estranho.
Tudo isso parece óbvio e banal, mas o que se considera aqui é a “evolução” que as pessoas sofrem. Diferente da seleção natural, a evolução hoje é uma adaptação ainda “em vida” (quem não sabe o que é seleção natural, fale com Darwin pelo e-mail charlesdarwin@alem.com). O homem nasce em um contexto e, por mais paradoxal que isso soe, adapta-se instintivamente a pensar como no contexto. É pintado pela cultura local, banhado pela corrente de informação manipulada da mídia e formado como “cidadão”. Como dizem alguns pais: “Você não saberia viver sozinho.”. Óbvio. A sociedade cria as crianças como se precisasse se virar quando se tornarem “adultos” e lhes dão falsos poderes providos pelos pais. A questão é: precisa-se aprender a viver fora do contexto? É tão ruim se acostumar com o que se tem hoje e “não saber viver sem”?
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