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	<title>Kuriate</title>
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	<description>Coisas que mudam o dia</description>
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		<title>Finja que está lendo</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 23:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nona</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatórios]]></category>

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		<description><![CDATA[Não que eu esteja sem idéias, acredite, tenho muito o que escrever. Mas está virando muito &#8220;joga merda no ventilador&#8221;, pois o plano era que mais pessoas postassem. Isso não está acontecendo, então vou entrar em férias aulas. E gostaria que vocês me dessem umas idéias para trotes.
E lá vamos nós. Não, não vou meter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não que eu esteja sem idéias, acredite, tenho muito o que escrever. Mas está virando muito &#8220;joga merda no ventilador&#8221;, pois o plano era que mais pessoas postassem. Isso não está acontecendo, então vou entrar em <del datetime="2010-02-24T23:07:24+00:00">férias</del> aulas. <del datetime="2010-02-24T23:07:24+00:00">E gostaria que vocês me dessem umas idéias para trotes</del>.</p>
<p>E lá vamos nós. Não, não vou meter na boca nos idiotas que jogaram solvente nos calouros e, não, não vou apoiar o trote solidário. TROTE é para ser algo amistoso. A sujeira e as tintas servem apenas para dizer &#8220;olhe, sou calouro, estou me divertindo no trote&#8221; e pedir dinheiro na esquina. Para quê? Juntar a galera e fazer uma festa, beber, trocar idéias. Obviamente, a segunda parte não acontece e, na primeira parte, surgem os engraçadinhos que acham que calouro é para zoar.</p>
<p>Não, idiotas, vocês não vão ficar excluídos do curso se não tomarem trote. E não, seus veteranos não vão lembrar da sua cara e aplicar trote mais tarde. Tem faculdade que entram mais de 100 alunos por ano/semestre e o trote é aplicado em, em média, 40 alunos. &#8220;Ai, como eu faço para dar desculpa de não ir no trote mimimi&#8221;. Você é idiota, então merece ir no trote e ser zoado.</p>
<p>Para <del datetime="2010-02-24T23:07:24+00:00">os que lêem</del> o que lê este blog, volte daqui algumas semanas.</p>
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		<title>Para não falar de carnaval</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 01:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nona</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatórios]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando se percebe que você tem mais visão que outras pessoas sobre o mundo, surge, primeiro, a surpresa: coisas nunca &#8220;vistas&#8221;, percebidas, entendidas; depois, a decepção: quanta coisa absurda, quanta ignorância, abuso, desperdício; finalmente, o proveito: você pode tirar vantagem.
Acredito que eu esteja no meio, pois não sei tirar proveito ainda. Estou, talvez, na pior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se percebe que você tem mais visão que outras pessoas sobre o mundo, surge, primeiro, a surpresa: coisas nunca &#8220;vistas&#8221;, percebidas, entendidas; depois, a decepção: quanta coisa absurda, quanta ignorância, abuso, desperdício; finalmente, o proveito: você pode tirar vantagem.</p>
<p>Acredito que eu esteja no meio, pois não sei tirar proveito ainda. Estou, talvez, na pior parte: a indignação. O óbvio para quem vê é tão absurdo que, contando isso a pessoas &#8220;normais&#8221;, elas se sentem um pouco constrangidas, algumas surpresas, algumas ofendidas. As coisas ditas não soam óbvias, soam como se fosse de outro mundo.</p>
<p>E, agora, vai parecer uma mudança brusca de assunto: eu odeio malhação. E, sim, eu já vi quando era &#8220;adolescente&#8221;. Odeio não por ser tudo igual, pois o público alvo vai mudando a cada &#8220;geração&#8221;. Mas por ser um desperdício total. É novela da globo, igualzinho, as dinâmicas são iguaizinhas. Por que não dar espaço para alguma coisa criativa ou realmente &#8220;jovem&#8221;?</p>
<p>Por exemplo, as aberturas. Sempre que mudava, eu ficava de olho e sempre achei massa pra caralho. Isso sim é explorar algo com um toque artístico. As músicas parecem meio batidas, rock-pop que tá fazendo sucesso, mas é bem feito, bem colocado. Dá uma visão diferente, dá um ar diferente. Aí começa e eu desligo a TV.</p>
<p>Espero que eu esteja passando dessa fase. Quando &#8220;comecei&#8221;, eu falava mal de tudo quanto é coisa e chamava de &#8220;coisa de BR&#8221;. Hoje, já passo assumir que sou brasileiro e também faço, embora as críticas não cessem. Espero aproveitar a cervejinha e os petiscos enquanto vejo futebol.</p>
<p>Se, entre os <del datetime="2010-02-17T06:10:13+00:00">10</del> 2 leitores desse blog tiver algum adolescente que vê malhação e ficar revoltadinho&#8230; bem&#8230; E se ele vê e não é adolescente&#8230; bem&#8230;</p>
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		<title>Pseudo-intelectualismo</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 01:03:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nona</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatórios]]></category>

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		<description><![CDATA[É com uma certa tolerância que realizo o seguinte discurso. Por uma &#8220;sugestão&#8221; e certa insistência de um colega intelectual (leia-se amiguinho rsrsrs), tento, com as mais amenas palavras possíveis e com o máximo de eufemismo possível dizê-los: Big Brother é uma merda.
É inevitável. É só passar por algum local com televisão, você ouve. PAREDÃO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com uma certa tolerância que realizo o seguinte discurso. Por uma &#8220;sugestão&#8221; e certa insistência de um colega intelectual (leia-se amiguinho rsrsrs), tento, com as mais amenas palavras possíveis e com o máximo de eufemismo possível dizê-los: Big Brother é uma merda.</p>
<p>É inevitável. É só passar por algum local com televisão, você ouve. PAREDÃO HOJE. Minhas terças feiras nunca mais foram as mesmas. Só de ouvir falar nisso, queima-se mais neurônios que mandar uma marijuana. E não é só a cretinisse do programa em si, mas como as pessoas realmente acreditam que é um &#8220;reality show&#8221;.</p>
<p>Estava de passagem na sala e ouvi só uma parte do &#8220;show&#8221;. Uma integrante disse algo, parou de falar e terminou: &#8220;Se eu falo isso, eu sou expulso da casa.&#8221;. Vem-me, logo em seguida, o Pedrinho Bial esclarecer e enfatizar: &#8220;Só o povo pode te tirar da casa.&#8221;. Óbvio que não. Óbvio que, se você fizer a merda fora do seu contrato, você é expulso. Óbvio que as votações são manipuladas. Óbvio que é  tudo jogo da mídia. Só o telespectador não sabe quem vai ganhar no final. E só você acredita que os integrantes da casa são escolhidos &#8220;randomicamente&#8221;.</p>
<p>E não é uma crítica alheia: <del datetime="2010-02-13T00:56:39+00:00">conheço</del> sei de pessoas que acreditam nisso. Com fé. Ligam 182471394872 vezes para expulsar a vagabunda que não gosta ou o cara filho da puta. Pára. Até um programa humorístico como o Zorra Total tem conteúdo mais culto que isso. Vá aprender a cozinhar no programa da Ana Maria. Vá assistir a um filme. NÃO FAÇA NADA. É melhor que ver isso. E se nada acima for absurdo para você, bem, sinto muitíssimo.</p>
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		<title>Crônicas de um poeta iludido</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 15:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nona</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatórios]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é uma crônica, tão pouco um poema. Embora &#8220;poeta iludido&#8221; pareça pleonasmo para alguns e contraditório a outros, é uma visão interessante: poetas são radicais.
Posso dizer que um poeta é alguém que, no mínimo, destaca-se. Possui idéias fora do comum, condutas questionáveis e uma pincelada de criatividade. Inundados de idéias facinantes em seus ritmados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é uma crônica, tão pouco um poema. Embora &#8220;poeta iludido&#8221; pareça pleonasmo para alguns e contraditório a outros, é uma visão interessante: poetas são radicais.</p>
<p>Posso dizer que um poeta é alguém que, no mínimo, destaca-se. Possui idéias fora do comum, condutas questionáveis e uma pincelada de criatividade. Inundados de idéias facinantes em seus ritmados versos, estes seres perfumaram a sociedade e, também, apodreceram muitas mentes ao longo da história. Como sempre, radicais. Ora românticos, ora secos; ora sensacionalistas, ora céticos.</p>
<p>Mas a vida, meus caros, não se resume a uma poesia; não se define os sentimentos em versos ritmados; não tem como apagar e corrigir, não ensaiamos. Temos que escrever em versos livres, definitivos, o melhor possível e não sabemos a que movimento pertencemos. Ao final, o que resta é apenas as cinzas e, não, não renascerá.</p>
<p>Como a criatividade é tão pouco valorizada atualmente?</p>
<p>Como já dissertado, o que se vê de &#8220;criativo&#8221; hoje é quase que 100% cópia. Uma junção de temas correlacionados (ou não) pode conferir em um resultado criativo, mas isso já é outro assunto. Quando nos deparamos como algo &#8220;criativo&#8221;, apenas olhamos e pensamos &#8220;legal&#8221;. Dificilmente é motivo para realizar o que o objeto em si tivesse como objetivo (como uma propaganda de um produto, ou seja, vender.). É digno apenas de um breve elogio e &#8220;não se fala mais nisso&#8221;.</p>
<p>E foi a última vez que pensei em ser poeta.</p>
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		<title>Flopenhague</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 05:57:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Psilocybe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatórios]]></category>
		<category><![CDATA[galera descolada]]></category>
		<category><![CDATA[idéias burras]]></category>
		<category><![CDATA[lixo digital]]></category>

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		<description><![CDATA[A alvissareira 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP 15), iniciada no dia 7 de dezembro de 2009 em Copenhague, não terá um acordo vinculativo e legal para a redução das emissões de gases. Inicialmente, foi chamada de Hopenhague, de &#8220;hope&#8221; (esperança), mas logo ganhou novo apelido, Flopenhague, de &#8220;flop&#8221; (fiasco). Jovens verdes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">A alvissareira 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP 15), iniciada no dia 7 de dezembro de 2009 em Copenhague, não terá um acordo vinculativo e legal para a redução das emissões de gases. Inicialmente, foi chamada de Hopenhague, de <em>&#8220;hope&#8221;</em> (esperança), mas logo ganhou novo apelido, Flopenhague, de <em>&#8220;flop&#8221;</em> (fiasco). Jovens verdes de todo o mundo devem ter ficado chateados. Que pena.</p>
<p style="text-align: justify">Esta geração terceiro milênio tem de se preocupar com o futuro. Os rios poluídos, as matas devastadas, o aquecimento global, a extinção dos animais, o derretimento das geleiras, gases tóxicos, lixo<span style="color: #000000"><span style="color: #808080"> <span style="text-decoration: line-through">digital</span></span>,</span> desastres causados por fenômenos climáticos. Tantos desafios para defender a perpetuação de uma única espécie: os humanos.</p>
<p style="text-align: justify">Mas isso é fácil e simples! E melhor, está na moda. A &#8220;galerinha descolada&#8221; é vegetariana ou come pouca carne, planta árvores, só consome produtos que  <span style="color: #808080"><span style="text-decoration: line-through">não degradam tanto</span> </span>fazem &#8220;bem&#8221;<span style="color: #808080"><span style="text-decoration: line-through"></span></span> ao ambiente &#8211; de preferência light e com gosto de plástico, carregam eco bags, usam cosméticos que não são testados nos coitadinhos dos bichinhos fofinhos (ai!), separam o lixo reciclável, andam a pé ou de bicicleta, fazem manifestações pró natureza &#8211; escalam até o Cristo redentor se for preciso; mas o Cristo é de pedra, totalmente inerte e indiferente, tem mais utilidade no cartão postal.</p>
<p style="text-align: justify">O fiasco está disseminado em toda parte, não somente na conferência. Ideais absurdos ecoam desde a Era das Luzes e reverberam nas mentes frescas daqueles que precisam loucamente de uma ideologia para viver &#8211; no caso, os mais sensíveis (ainda que tolos). Já os mais brutos utilizam esses ideais como<em> piercing</em> ou um penteado moderninho, bem descolado; e ainda se colocam como engajados e conscientes &#8211; o futuro do <em>Brazil</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Diante desse cenário, prefiro ser sujo. Aquele que peida e fica feliz porque o metano liberado vai contribuir com o efeito estufa. Minha vida depende inegavelmente da degradação do que estiver ao meu redor. E vejo que não apenas o meio ambiente se degrada, mas também o homem apodrece e fede. Está na hora de enterrar o cadáver.</p>
<p style="text-align: justify">PS: Falo do cadáver me referindo ao projeto de homem. Ah! Não me venha com bobagens que em 2012&#8230;</p>
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