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	<title>Comentários sobre Kuriate</title>
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	<description>Coisas que mudam o dia</description>
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		<title>Comentário sobre Flopenhague por fabio</title>
		<link>http://www.kuriate.com.br/2010/01/flopenhague/comment-page-1/#comment-30</link>
		<dc:creator>fabio</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 08:21:11 +0000</pubDate>
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		<description>Isso é verdade ,e os únicos que tiveram uma perspectiva acima do senso comum foram ofuscados da história ou como o próprio Maquiavel,que foi e ainda é a frente das visões de muitos sobre o cárater humano, foi usado como comparação ao diabo em partes do globo.Eu penso que ao invés do ser humano olhar para si e perceber que o tumor é interno ,o ser humano prefere ver para fora e usar panacéias universais,e como você disse o homem podre e fedorento é o resultado,só que acho que ao invés de enterrá-lo ,a maioria se acostuma com o cheiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isso é verdade ,e os únicos que tiveram uma perspectiva acima do senso comum foram ofuscados da história ou como o próprio Maquiavel,que foi e ainda é a frente das visões de muitos sobre o cárater humano, foi usado como comparação ao diabo em partes do globo.Eu penso que ao invés do ser humano olhar para si e perceber que o tumor é interno ,o ser humano prefere ver para fora e usar panacéias universais,e como você disse o homem podre e fedorento é o resultado,só que acho que ao invés de enterrá-lo ,a maioria se acostuma com o cheiro.</p>
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	<item>
		<title>Comentário sobre Flopenhague por nona</title>
		<link>http://www.kuriate.com.br/2010/01/flopenhague/comment-page-1/#comment-29</link>
		<dc:creator>nona</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 10:52:52 +0000</pubDate>
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		<description>Atenção. Para quem tem coração fraco, não leia as crônicas dele. Se não, você acabará se envolvendo no suicídio coletivo de 2012.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Atenção. Para quem tem coração fraco, não leia as crônicas dele. Se não, você acabará se envolvendo no suicídio coletivo de 2012.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Dá um tempo, vai! por nona</title>
		<link>http://www.kuriate.com.br/2010/01/da-um-tempo-vai/comment-page-1/#comment-28</link>
		<dc:creator>nona</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 13:13:17 +0000</pubDate>
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		<description>embora pareça relevante, não acho que você tenha entendido a &quot;moral&quot; da crônica</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>embora pareça relevante, não acho que você tenha entendido a &#8220;moral&#8221; da crônica</p>
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	<item>
		<title>Comentário sobre Dá um tempo, vai! por Luana</title>
		<link>http://www.kuriate.com.br/2010/01/da-um-tempo-vai/comment-page-1/#comment-27</link>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 11:23:02 +0000</pubDate>
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		<description>O QUE PASSOU, PASSOU?

Antigamente, se morria
1907, digamos, aquilo sim
é que era morrer.
Morria gente todo dia,
e morria com muito prazer,
já que todo mundo sabia
que o Juízo, afinal, viria,
e todo mundo ia renascer.
Morria-se praticamente de tudo.
De doença, de parto, de tosse.
E ainda se morria de amor,
como se amar morte fosse.
Pra morrer, bastava um susto,
um lenço no vento, um suspiro e pronto,
lá se ia nosso defunto
para a terra dos pés juntos.
Dia de anos, casamento, batizado,
morrer era um tipo de festa,
uma das coisas da vida,
como ser ou não ser convidado.
O escândalo era de praxe.
Mas os danos eram pequenos.
Descansou. Partiu. Deus o tenha.
Sempre alguém tinha uma frase
que deixava aquilo mais ou menos.
Tinha coisas que matavam na certa.
Pepino com leite, vento encanado,
praga de velha e amor mal curado.
Tinha coisas que têm que morrer,
tinha coisas que têm que matar.
A honra, a terra e o sangue
mandou muita gente praquele lugar.
Que mais podia um velho fazer,
nos idos de 1916,
a não ser pegar pneumonia,
e virar fotografia?
Ninguém vivia pra sempre.
Afinal, a vida é um upa.
Não deu pra ir mais além.
Quem mandou não ser devoto
de Santo Inácio de Acapulco,
Menino Jesus de Praga?
O diabo anda solto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Almoçou e fez a barba,
tomou banho e foi no vento.
Agora, vamos ao testamento.
Hoje, a morte está difícil.
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.
Agora, a morte tem limites.
E, em caso de necessidade,
a ciência da eternidade
inventou a criônica.
Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica.

Paulo Leminski</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O QUE PASSOU, PASSOU?</p>
<p>Antigamente, se morria<br />
1907, digamos, aquilo sim<br />
é que era morrer.<br />
Morria gente todo dia,<br />
e morria com muito prazer,<br />
já que todo mundo sabia<br />
que o Juízo, afinal, viria,<br />
e todo mundo ia renascer.<br />
Morria-se praticamente de tudo.<br />
De doença, de parto, de tosse.<br />
E ainda se morria de amor,<br />
como se amar morte fosse.<br />
Pra morrer, bastava um susto,<br />
um lenço no vento, um suspiro e pronto,<br />
lá se ia nosso defunto<br />
para a terra dos pés juntos.<br />
Dia de anos, casamento, batizado,<br />
morrer era um tipo de festa,<br />
uma das coisas da vida,<br />
como ser ou não ser convidado.<br />
O escândalo era de praxe.<br />
Mas os danos eram pequenos.<br />
Descansou. Partiu. Deus o tenha.<br />
Sempre alguém tinha uma frase<br />
que deixava aquilo mais ou menos.<br />
Tinha coisas que matavam na certa.<br />
Pepino com leite, vento encanado,<br />
praga de velha e amor mal curado.<br />
Tinha coisas que têm que morrer,<br />
tinha coisas que têm que matar.<br />
A honra, a terra e o sangue<br />
mandou muita gente praquele lugar.<br />
Que mais podia um velho fazer,<br />
nos idos de 1916,<br />
a não ser pegar pneumonia,<br />
e virar fotografia?<br />
Ninguém vivia pra sempre.<br />
Afinal, a vida é um upa.<br />
Não deu pra ir mais além.<br />
Quem mandou não ser devoto<br />
de Santo Inácio de Acapulco,<br />
Menino Jesus de Praga?<br />
O diabo anda solto.<br />
Aqui se faz, aqui se paga.<br />
Almoçou e fez a barba,<br />
tomou banho e foi no vento.<br />
Agora, vamos ao testamento.<br />
Hoje, a morte está difícil.<br />
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.<br />
Agora, a morte tem limites.<br />
E, em caso de necessidade,<br />
a ciência da eternidade<br />
inventou a criônica.<br />
Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica.</p>
<p>Paulo Leminski</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Dá um tempo, vai! por nona</title>
		<link>http://www.kuriate.com.br/2010/01/da-um-tempo-vai/comment-page-1/#comment-26</link>
		<dc:creator>nona</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 01:59:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.kuriate.com.br/?p=76#comment-26</guid>
		<description>Acho que sei distinguir perfeitamente emoção de lógica. É claro que minhas idéias são tão pouco relevantes quanto meus posts.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que sei distinguir perfeitamente emoção de lógica. É claro que minhas idéias são tão pouco relevantes quanto meus posts.</p>
]]></content:encoded>
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