Arquivo para a categoria 'Aleatórios'

Finja que está lendo

Não que eu esteja sem idéias, acredite, tenho muito o que escrever. Mas está virando muito “joga merda no ventilador”, pois o plano era que mais pessoas postassem. Isso não está acontecendo, então vou entrar em férias aulas. E gostaria que vocês me dessem umas idéias para trotes.

E lá vamos nós. Não, não vou meter na boca nos idiotas que jogaram solvente nos calouros e, não, não vou apoiar o trote solidário. TROTE é para ser algo amistoso. A sujeira e as tintas servem apenas para dizer “olhe, sou calouro, estou me divertindo no trote” e pedir dinheiro na esquina. Para quê? Juntar a galera e fazer uma festa, beber, trocar idéias. Obviamente, a segunda parte não acontece e, na primeira parte, surgem os engraçadinhos que acham que calouro é para zoar.

Não, idiotas, vocês não vão ficar excluídos do curso se não tomarem trote. E não, seus veteranos não vão lembrar da sua cara e aplicar trote mais tarde. Tem faculdade que entram mais de 100 alunos por ano/semestre e o trote é aplicado em, em média, 40 alunos. “Ai, como eu faço para dar desculpa de não ir no trote mimimi”. Você é idiota, então merece ir no trote e ser zoado.

Para os que lêem o que lê este blog, volte daqui algumas semanas.

Para não falar de carnaval

Quando se percebe que você tem mais visão que outras pessoas sobre o mundo, surge, primeiro, a surpresa: coisas nunca “vistas”, percebidas, entendidas; depois, a decepção: quanta coisa absurda, quanta ignorância, abuso, desperdício; finalmente, o proveito: você pode tirar vantagem.

Acredito que eu esteja no meio, pois não sei tirar proveito ainda. Estou, talvez, na pior parte: a indignação. O óbvio para quem vê é tão absurdo que, contando isso a pessoas “normais”, elas se sentem um pouco constrangidas, algumas surpresas, algumas ofendidas. As coisas ditas não soam óbvias, soam como se fosse de outro mundo.

E, agora, vai parecer uma mudança brusca de assunto: eu odeio malhação. E, sim, eu já vi quando era “adolescente”. Odeio não por ser tudo igual, pois o público alvo vai mudando a cada “geração”. Mas por ser um desperdício total. É novela da globo, igualzinho, as dinâmicas são iguaizinhas. Por que não dar espaço para alguma coisa criativa ou realmente “jovem”?

Por exemplo, as aberturas. Sempre que mudava, eu ficava de olho e sempre achei massa pra caralho. Isso sim é explorar algo com um toque artístico. As músicas parecem meio batidas, rock-pop que tá fazendo sucesso, mas é bem feito, bem colocado. Dá uma visão diferente, dá um ar diferente. Aí começa e eu desligo a TV.

Espero que eu esteja passando dessa fase. Quando “comecei”, eu falava mal de tudo quanto é coisa e chamava de “coisa de BR”. Hoje, já passo assumir que sou brasileiro e também faço, embora as críticas não cessem. Espero aproveitar a cervejinha e os petiscos enquanto vejo futebol.

Se, entre os 10 2 leitores desse blog tiver algum adolescente que vê malhação e ficar revoltadinho… bem… E se ele vê e não é adolescente… bem…

Pseudo-intelectualismo

É com uma certa tolerância que realizo o seguinte discurso. Por uma “sugestão” e certa insistência de um colega intelectual (leia-se amiguinho rsrsrs), tento, com as mais amenas palavras possíveis e com o máximo de eufemismo possível dizê-los: Big Brother é uma merda.

É inevitável. É só passar por algum local com televisão, você ouve. PAREDÃO HOJE. Minhas terças feiras nunca mais foram as mesmas. Só de ouvir falar nisso, queima-se mais neurônios que mandar uma marijuana. E não é só a cretinisse do programa em si, mas como as pessoas realmente acreditam que é um “reality show”.

Estava de passagem na sala e ouvi só uma parte do “show”. Uma integrante disse algo, parou de falar e terminou: “Se eu falo isso, eu sou expulso da casa.”. Vem-me, logo em seguida, o Pedrinho Bial esclarecer e enfatizar: “Só o povo pode te tirar da casa.”. Óbvio que não. Óbvio que, se você fizer a merda fora do seu contrato, você é expulso. Óbvio que as votações são manipuladas. Óbvio que é tudo jogo da mídia. Só o telespectador não sabe quem vai ganhar no final. E só você acredita que os integrantes da casa são escolhidos “randomicamente”.

E não é uma crítica alheia: conheço sei de pessoas que acreditam nisso. Com fé. Ligam 182471394872 vezes para expulsar a vagabunda que não gosta ou o cara filho da puta. Pára. Até um programa humorístico como o Zorra Total tem conteúdo mais culto que isso. Vá aprender a cozinhar no programa da Ana Maria. Vá assistir a um filme. NÃO FAÇA NADA. É melhor que ver isso. E se nada acima for absurdo para você, bem, sinto muitíssimo.

Crônicas de um poeta iludido

Não é uma crônica, tão pouco um poema. Embora “poeta iludido” pareça pleonasmo para alguns e contraditório a outros, é uma visão interessante: poetas são radicais.

Posso dizer que um poeta é alguém que, no mínimo, destaca-se. Possui idéias fora do comum, condutas questionáveis e uma pincelada de criatividade. Inundados de idéias facinantes em seus ritmados versos, estes seres perfumaram a sociedade e, também, apodreceram muitas mentes ao longo da história. Como sempre, radicais. Ora românticos, ora secos; ora sensacionalistas, ora céticos.

Mas a vida, meus caros, não se resume a uma poesia; não se define os sentimentos em versos ritmados; não tem como apagar e corrigir, não ensaiamos. Temos que escrever em versos livres, definitivos, o melhor possível e não sabemos a que movimento pertencemos. Ao final, o que resta é apenas as cinzas e, não, não renascerá.

Como a criatividade é tão pouco valorizada atualmente?

Como já dissertado, o que se vê de “criativo” hoje é quase que 100% cópia. Uma junção de temas correlacionados (ou não) pode conferir em um resultado criativo, mas isso já é outro assunto. Quando nos deparamos como algo “criativo”, apenas olhamos e pensamos “legal”. Dificilmente é motivo para realizar o que o objeto em si tivesse como objetivo (como uma propaganda de um produto, ou seja, vender.). É digno apenas de um breve elogio e “não se fala mais nisso”.

E foi a última vez que pensei em ser poeta.

Flopenhague

A alvissareira 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP 15), iniciada no dia 7 de dezembro de 2009 em Copenhague, não terá um acordo vinculativo e legal para a redução das emissões de gases. Inicialmente, foi chamada de Hopenhague, de “hope” (esperança), mas logo ganhou novo apelido, Flopenhague, de “flop” (fiasco). Jovens verdes de todo o mundo devem ter ficado chateados. Que pena.

Esta geração terceiro milênio tem de se preocupar com o futuro. Os rios poluídos, as matas devastadas, o aquecimento global, a extinção dos animais, o derretimento das geleiras, gases tóxicos, lixo digital, desastres causados por fenômenos climáticos. Tantos desafios para defender a perpetuação de uma única espécie: os humanos.

Mas isso é fácil e simples! E melhor, está na moda. A “galerinha descolada” é vegetariana ou come pouca carne, planta árvores, só consome produtos que não degradam tanto fazem “bem” ao ambiente – de preferência light e com gosto de plástico, carregam eco bags, usam cosméticos que não são testados nos coitadinhos dos bichinhos fofinhos (ai!), separam o lixo reciclável, andam a pé ou de bicicleta, fazem manifestações pró natureza – escalam até o Cristo redentor se for preciso; mas o Cristo é de pedra, totalmente inerte e indiferente, tem mais utilidade no cartão postal.

O fiasco está disseminado em toda parte, não somente na conferência. Ideais absurdos ecoam desde a Era das Luzes e reverberam nas mentes frescas daqueles que precisam loucamente de uma ideologia para viver – no caso, os mais sensíveis (ainda que tolos). Já os mais brutos utilizam esses ideais como piercing ou um penteado moderninho, bem descolado; e ainda se colocam como engajados e conscientes – o futuro do Brazil.

Diante desse cenário, prefiro ser sujo. Aquele que peida e fica feliz porque o metano liberado vai contribuir com o efeito estufa. Minha vida depende inegavelmente da degradação do que estiver ao meu redor. E vejo que não apenas o meio ambiente se degrada, mas também o homem apodrece e fede. Está na hora de enterrar o cadáver.

PS: Falo do cadáver me referindo ao projeto de homem. Ah! Não me venha com bobagens que em 2012…