Pseudo-intelectualismo

Falemos de deus. Não me refiro a religião, nem ao Deus dos católicos ou outras referências divinas pregadas pela religião. A crença de que há um ser ou uma existência acima do que se pode imaginar sequer por pobres seres pensantes como nós existe desde a existência. Um dos primeiros passos do homem que apenas caçava, plantava, coçava e transava era o homem que orava. Orar no sentido de adorar alguma imagem da natureza que lhe parecesse maior, não necessariamente expressar em palavras.

A diferenciação que nos é feita de animais para seres racionais é devido ao comportamento diferenciado que possuímos. Além de formar sociedades, formulamos uma maneira mais complexa de comunicação, regras implícitas e explícitas. Uma forma primitiva de ética e moral. Mas, assim, do nada? Alguém chega e “galera, cavei uns mandamentos na pedra aqui, bora cumprir.”? Bem vindo ao mistério da evolução.

Mas é mais simples do que se parece. Algo de que se tem uma noção não pode estar tão longe. Os homens inteligentes das maiores sociedades humanas já formadas usufruíram do papel de controladores sociais da religião. Poderia dizer que a religião é um tipo de cultura, um tipo de formação social com condutas morais um pouco mais explícitas, mas com um fator importante: a existência de deus.

“Existência” é hipocrisia, claro. Nunca devidamente provada, o “deus” era um objeto distante mas “tangível”. Possuía sempre uma imagem. A mais comum, do sol; de uma imagem e semelhança dos homens, mas com um ideal; animais locais. Como uma crença pode se tornar um objeto, usado por poucos para controlar muitos. Quem soube usar, soube reinar. Obviamente, como a ganância dos homens parece que aumenta quanto mais poder ele tem, alguns querem se tornar os próprios deuses. A “existência” de deus, de novo, fodendo com a galera.

Pretendo “formalizar” esse tipo de post como “pseudo-intelectualismo”, ou seja, são os posts que menos importam.

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