copicola

“Nascemos originais e morremos cópias.” Carl J. Jung

E não é nem um pouco criativo começar com uma citação, pois, como todos sabem, é mais fácil copiar que criar.

Estamos todos obsoletos. É inevitável que, ao se conhecer o mundo, integramo-nos e nos fundimos com o contexto. A reação de susto quando nos deparamos com algo anormal prova o quão longe da criatividade estamos.

Comumente a criatividade é associada à arte. Erroneamente, em muitos casos. A arte, na verdade, é um dos modos mais fáceis de se expressar a criatividade e um modo que, inconscientemente, podemos “criar”. A arte é uma cópia descarada de “criatividades”. Os movimentos e períodos artísticos surgem com um toque de criatividade e são seguidos por cópias e “adaptações”, seguidas de desculpas como “foi a inspiração do momento”.

Desculpem-me pela aparente ignorância, mas o que me refiro é à generalização. A criatividade não está necessariamente em lançar algo de impacto, necessariamente culto ou algo inovador. Pode estar no simples modo em que uma dona de casa prepara o almoço, de um jeito mais facilitado. Não porque “ouvi dizer” ou porque “leu”, mas alguma descoberta ou uma coincidência casual que tenha ajudado.

Espero focar o tema “criatividade” meio que por fora da arte, tangenciando alguns conceitos e, às vezes, colocando coisas legais sobre arte mesmo.

E os pascoale de plantão, voltem todos pro cursinho que, aqui, ortografia é irrelevante.

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