Não é uma crônica, tão pouco um poema. Embora “poeta iludido” pareça pleonasmo para alguns e contraditório a outros, é uma visão interessante: poetas são radicais.
Posso dizer que um poeta é alguém que, no mínimo, destaca-se. Possui idéias fora do comum, condutas questionáveis e uma pincelada de criatividade. Inundados de idéias facinantes em seus ritmados versos, estes seres perfumaram a sociedade e, também, apodreceram muitas mentes ao longo da história. Como sempre, radicais. Ora românticos, ora secos; ora sensacionalistas, ora céticos.
Mas a vida, meus caros, não se resume a uma poesia; não se define os sentimentos em versos ritmados; não tem como apagar e corrigir, não ensaiamos. Temos que escrever em versos livres, definitivos, o melhor possível e não sabemos a que movimento pertencemos. Ao final, o que resta é apenas as cinzas e, não, não renascerá.
Como a criatividade é tão pouco valorizada atualmente?
Como já dissertado, o que se vê de “criativo” hoje é quase que 100% cópia. Uma junção de temas correlacionados (ou não) pode conferir em um resultado criativo, mas isso já é outro assunto. Quando nos deparamos como algo “criativo”, apenas olhamos e pensamos “legal”. Dificilmente é motivo para realizar o que o objeto em si tivesse como objetivo (como uma propaganda de um produto, ou seja, vender.). É digno apenas de um breve elogio e “não se fala mais nisso”.
E foi a última vez que pensei em ser poeta.
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